quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Ligar e Usar, o que é isso?

O que é Plug and Play(Ligar e Usar) ?
È uma tecnologia criada em 1993 com o objetivo de fazer com que qualquer dispositivo conectado ao computador seja reconhecido, instalado e configurado automaticamente facilitando a utilização segura do mesmo, tornando um usuário sem experiência capaz de instalar um novo periférico.
Antigamente, para instalar periféricos em um computador era necessário obrigatoriamente abrir a máquina, o que para um usuário comum era uma tarefa quase impossível pela quantidade de conexões internas, sem falar na configuração dos jumpers e interrupções de hardware, tarefa difícil até para profissionais da área.
Na pratica é quando se conecta um pendrive, por exemplo, e no Windows aparece uma mensagem como a mostrada abaixo:

Como acontece?

Quando ligamos o computador, o BIOS envia sinais a todos os dispositivos. Aqueles que enviam uma resposta são reconhecidos, como acontece com os Plug and Play. A partir deste reconhecimento é montado e atribuído uma tabela de IRQ(forma pela qual componentes de hardware requisitam tempo computacional da CPU) e DMA(permite que certos dispositivos de hardware num computador acessem a memória do sistema para leitura e escrita independentemente da CPU) para cada dispositivo reconhecido. Esta tabela é armazenada em uma área da CMOS(uma especie de circuito integrado na placa) chamada de ESCD(Extended System Configuration Data é parte integrante do BIOS de memória não-volátil). Quando o sistema operacional entra em operação, ele recolhe a tabela ESCD gravada na CMOS e se adapta a ela fornecendo os softwares (drivers) que permitirão aos programas utilizarem estes dispositivos. Mas existem muitos dispositivos que não são 100% compatíveis com esta tecnologia. Eles são os dispositivos chamados de Legacy ISA . Nesses casos, o BIOS não consegue reconhecer e atribuir corretamente recursos para esses dispositivos e desta forma podem causar conflito entre eles. Para evitar que isso aconteça, é necessário reservar manualmente endereços de IRQ e DMA dos dispositivos.
Fonte: Wikipedia

E quando o dispositivo, mesmo com o plug and play não é reconhecido, o que fazer ?
Contudo sabemos que esse padrão ainda é suscetível a falhas, o que causa dificuldades para alguns usuários.
Para o correto funcionamento é necessário que o barramento seja compatível, a exemplo temos Universal Serial Bus (USB) existindo os barramentos como mostrados na figura abaixo:

Lembrando que toda tecnologia atual é desenvolvida aceitando certas versões anteriores até que a mesma fique totalmente obsoleta, o contrario não se aplica.
    Voltando ao correto funcionamento da tecnologia, também é necessário que a BIOS (Basic Input/Output System ou em português Sistema Básico de Entrada/Saída) o SO(Sistema Operacional) e o periférico conectado forneça suporte a PNP. Caso contrario poderá se deparar com algumas das situações abaixo:


Segue links que podem ajudar nas situações de falha na instalação de drive e/ou não reconhecimento do dispositivo.

Video_ Como fazer Windows reconhecer dispositivo USB

Demais Informações_O que fazer quando um dispositivo não é instalado corretamente

Instalar um dispositivo USB

terça-feira, 25 de novembro de 2014

O que é Live Migration?

O que é Live Migration?
É um processo utilizado pelo console de gerenciamento do Cluster Failover para mover uma maquina virtual ou aplicação em execução em maquinas físicas diferentes sem a interrupção do serviço, ou seja, sem que o cliente ou o aplicativo seja desconectado.
Neste processo a memória, armazenamento e conectividade da VM(Virtual Machine) são transferidos de um host para outro, este processo se é feito da seguinte forma:
  • È criada uma conexão entre os dois hosts (Servidores) e a maquina virtual é criada no host de destino, consequentemente os dados de  configurações da maquina virtual são transferidas através da mesma.
        http://wiki.contratanet.com.br/images/4/40/Seta.png   
                    Conexão TCP (Dados de configuração)        
Host Físico de origem                             Host Físico de destino

  • É copiada a memória sobre a rede até o servidor de destino, essa memoria é o conjunto de trabalho de informações da maquina virtual a ser migrada.
        http://wiki.contratanet.com.br/images/4/40/Seta.png   
          Conexão TCP (Conjunto de trabalho de informações, Woring set)        
Host Físico de origem                          Host Físico de destino

Exemplo: Se temos uma maquina virtual configurada com 1024MB de RAM ao migrar a mesma para o outro host físico Hyper-V todo o conteúdo da memoria atribuído a VM(Virtual Machine) que abrange o working set da maquina são copiados para o computador físico Hyper-V de destino . Além de copiar o working set da VM para o host de destino, também é monitorado as páginas no mesmo.

  • Copia da memória modificada, isto é, quando as páginas de memória são modificadas as mesmas são rastreadas e marcadas, estas são as listas de paginas de memórias da maquina que foi modificada após a copia de seu working set (conjunto de trabalho) ter começado, o processo de live migration pode ser cancelado momento antes desta fase após isso é aconselhável não tentar efetuar o mesmo devido a quantidade de dados já migrado.

  • È feita a mudança no controle do armazenamento dos arquivos tal como VHD e/ou armazenamentos em discos físicos “Pass Through”, sendo transferidos do sever de origem para o de destino, é nesse momento que ja não é mais possível o cancelamento do Live Migration.
    Antes:
        http://wiki.contratanet.com.br/images/4/40/Seta.png           
Host Origem            Mudança de controle de armz.        Host Destino
    
Armazenamento

Depois:

  • Working Set(Conjunto de trabalho) da VM é atualizado no Host de destino bem como qualquer armazenamento da maquina, neste momento a maquina torna-se online no Server de destino.

  • Com a migração para outro servidor, na fase final uma mensagem recebida pelo o switch de rede física, o MAC da maquina virtual é migrada para que a tabela do mesmo possa ser atualizada e a VM possa utilizar a porta correta do switch para trafego de dados.

Todo o processo leva menos tempo que o intervalo de timeout(tempo esgotado) do TCP, esse timeout varia de acordo com a base da topologia de rede e em outros fatores como:
    Numero de paginas modificadas(quando maior o numero de paginas)
    Largura de banda de rede(não de internet) entre os hosts
    Configuração de hardware(periféricos)
    Carga de host físico de destino e origem
    Largura de banda disponível(rede) entre os hosts físicos Hyper-V(conexão entre as maquinas virtuais) e o armazenamento compartilhado(storage).



Espero que possa ter ajudado como me ajudou!

Links úteis acessados em 25/11/2014